Privacidade na Web

Nesta última semana um tema que acabei me deparando várias vezes foi sobre privacidade na internet. O que acabei percebendo que não tinha muitas informações sobre esse assunto que eu acredito ser de estrema importância. Acredito também que no futuro próximo muita coisa pode acontecer e mudar ao redor do mundo e os debates vão ser cada vez mais presente.

A maior polêmica sobre esse assunto foi quando o americano Edward Snowden vazou informações sobre programas de monitoramento de agências do governo dos Estados Unidos. Independente de você pensar que ele é um herói ou um traidor, a questão foi qual é o papel do governo e até onde ele está invadindo ou não nossa privacidade.

A respeito desse assunto o programa Last Week Tonight produziu uma matéria bem compreensiva sobre o assunto incluindo uma entrevista com o próprio Edward Snoden e eu acredito que qualquer coisa que eu fale sobre isso será redundante. Então se você quer se inteirar sobre assunto separe meia hora do seu dia e clique no link abaixo:

Mas e no Brasil? O que está acontecendo com relação ao assunto e o que precisamos saber?

O Brasil segundo vários especialistas está bastante a frente da maioria dos países na maturidade do debate. No ano passado o Brasil sediou a NETMundial com a presença de várias “autoridades” da Internet. O evento tinha como objetivo principal debater a chamada “Governança de Rede” e delinear o futuro da web principalmente nos quesitos abertura e segurança.

O governo brasileiro aproveitou a oportunidade para sancionar o chamado Marco Civil da Internet, lei que é conhecida popularmente como Constituição da Web. Essa lei é inovadora em muitos aspectos e é considerada por muitos vários países exemplo a ser seguido, pois o Brasil foi pioneiro em aprovar um marco regulatório.

Entre os pontos principais da lei estão:

  • Princípio da Neutralidade – significa que todas as informações que trafegam na rede devem ser tratadas da mesma forma, navegando à mesma velocidade, ou seja, na velocidade da contratação. É esse princípio que garante a velocidade acesso a qualquer tipo de informação na rede, não podendo haver discriminação de conteúdo.
  • Reserva Jurisdicional – a obtenção de dados referentes aos registros de conexões e de acesso a aplicações de internet será condicionada a prévia decisão judicial específica e fundamentada. Os dados podem ser requeridos para a formação de conjunto probatório em ações civis ou penais, em caráter incidental ou autônomo, desde que apresentados fundados indícios da ocorrência do ilícito, justificativa motivada da utilidade dos registros e o período ao qual se referem os registros.
  • Não responsabilização dos servidores – o provedor de conexão à Internet não será responsabilizado civilmente por danos decorrentes de conteúdo gerado por terceiros.

Para finalizar o assunto acho importante compartilhar uma ação muito legal da Anistia Internacional. Semana passada lançaram a ação “Fonte Mutante”, um formato  online desenvolvido pela agência brasileira AfricaRio  com o objetivo de proteger a privacidade e as mensagens dos usuários da internet.

A fonte funciona como uma espécie de criptografia. Basta acessar o site fontemutante.com e colar o seu post no HTML de seu blog ou site. A Fonte Mutante automaticamente gera pequenas intervenções gráficas que a cada 24 horas embaralham os algorítimos, dificultando o processo de escaneamento automático e enganam os softwares que rastreiam textos na web pelos caracteres ou códigos-fonte.  A Fonte Mutante dispõe de sete fontes que geram  diferentes códigos.

A ação foi uma resposta à pesquisa realizada pela própria Anistia Internacional que aponta que o Brasil é um dos países que mais rejeitam o monitoramento das telecomunicações. Segundo a pesquisa, 80% dos brasileiros são contra o  governo americano interceptar e analisar comunicações via internet e celular enquanto 55% são a favor de uma supervisão transparente mas sem controle. Para entender melhor como a “Fonte Mutante” funciona, assista ao vídeo a seguir:

Se você tiver interesse em ler ainda mais sobre o assunto, a Wikipedia preparou uma série de artigos sobre vigilância global que vale a pena ser conferida:

http://en.wikipedia.org/wiki/Global_surveillance

 

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[Review] O encantador de pessoas

O livro

 

O encantador de pessoas é um compêndio das experiências do autor ao longo da sua carreira como life coach. Ele conta o como foi o seu processo de tomada de decisão para largar uma empresa de sucesso que havia construído do nada e começar na nova carreira no mundo do coaching. O título do livro um tanto pretensioso  me chamou atenção e apesar do elevado preço (R$ 48,90) decidi levar esse livro. O autor separa os capítulos mais ou menos pelos principais tipos de demandas que aparecem para um coach profissional e recheia o capítulo com cases de clientes que atendeu ao logo da sua jornada. O livro não traz grandes inovações e nem método eficaz que possa ser aplicado pelo leitor, no entanto os cases apresentados são interessantes para pessoas que trabalham já com coaching pois o autor conta algumas sacadas bastante inteligentes que ajudaram seus clientes a alcançarem os resultados desejados.

O autor

Gabriel Carneiro Costa é formado em Comunicação Social – Relações Públicas (PUC-RS) e com formação em Personal & Professional Coach, pela Sociedade Brasileira de Coaching, Ao longo de sua carreira desenvolveu diversos estudos a respeito das relações humanas, felicidade, equilibrio e sentido de vida, passando pelas áreas de Psicologia Positiva, Neurolinguistica, Análise Transacional, Educação Emocional, Comunicação Não Violenta e até mesmo Coaching Parental (através da Family Coach – Portugal).

Atualmente trabalha com atendimentos individuais em projetos pessoais de mudança, é estudioso e palestrante sobre os dilemas contemporaneos que impactam na satisfação pessoal e também criador e coordenador da plataforma de workshops vivencias chamada DNA – Dinâmicas Norteadoras para Ação.

Além disto, atua como embaixador do projeto social internacional chamado 1%, que dissemina a importância da conexão entre as relações humanas e também é embaixador da Escola Convexo, que acompanha e prepara crianças potenciais de baixa renda para um mundo melhor.

(retirado do site pessoal do autor)

O bom

Livro interessante para profissionais do mundo do coaching, repleto de cases com sacadas inteligentes do coach para ajudar seus clientes.

O ruim

O livro mostra basicamente o que o autor pensa sobre diferentes assuntos que enfrentou ao longo da carreira. Não tem um foco claro para ajudar o leitor.

Conclusão:

Um livro muito caro para o que oferece. Se você trabalha com coaching e já leu quase tudo que tem por aí, talvez valha a pena ler. Se não é o seu caso leia apenas se tiver muito interesse em conhecer este autor em particular.

Você pode comprar o livro AQUI

O Caminho do Guerreiro: O Sonho

O Sonho  (por Gabriel Marmentini de Florianópolis, Brasil)

O sonho representa a terceira disciplina da Filosofia Elos, um momento onde só é possível vivenciar quando o afeto fora bem estabelecido, com laços de confiança. Na disciplina do sonho devemos estar preparados para criar um ambiente favorável para que as pessoas consigam expressar o que realmente está em seus corações. É o momento onde o Guerreiro exerce a escuta ativa e procura entender a real necessidade por trás do sonho de cada pessoa.

No Guerreiros Sem Armas 2014, em especial na comunidade Vila Progresso, nossa primeira atividade foi nos dividirmos em pequenas equipes, onde cada uma iria focar seus esforços na identificação de sonhos de diferentes “tribos”. Consideramos como tribos pessoas que tenham interesses em comum, como por exemplo: religiosos, crianças, idosos, donas de casa, funkeiros, movimento do rap e grafite, entre outros.  Nosso objetivo foi identificar o território, os rituais e os sonhos de cada uma dessas tribos.  Confesso que não foi um trabalho muito fácil, afinal não é todo dia que alguém nos pergunta de sonhos, ainda mais sendo uma pessoa que chegou em sua comunidade há 1 semana. Mas com muito carinho e cuidado foi possível extrair muitos sonhos. Lembrando que os sonhos representam o alicerce do programa. É através dos sonhos coletivos que surgem as ações que os Guerreiros e a comunidade promovem depois. Por isso na etapa do sonho é muito importante ouvir deles o que eles precisam e pensam sobre sua comunidade e não a gente dizer o que deve ser melhor.

Nossa segunda atividade foi muito emocionante. Depois do almoço fizemos um cortejo pela comunidade em busca de mais sonhos. Usamos duas estratégias para chamar a atenção das pessoas: a primeira foi através da música e arte, usamos giz para escrever por toda a comunidade e tintas para pintar nossos braços e rosto, além de diversos instrumentos para fazer muita música. A segunda estratégia foi a de “troco um sonho por um sonho”. Usamos 140 sonhos (doces) para dar às pessoas somente se elas compartilhassem um sonho conosco.  Foi muito divertido! E assim nós enchemos nossas árvores dos sonhos com muitos “post its”. Veja algumas fotos:

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Depois dessas intervenções na comunidade em busca de sonhos, tivemos a oportunidade de participar de um encontro no SESC de Santos com todas as comunidades: Vila Progresso, Caminho da União, Prainha e Guapurá.  Foram todos os Guerreiros e gente que mora nas comunidades, cerca de 150 pessoas.

O encontro tinha como título “Encontro de Sonhos”, foi um ambiente inspirador e de muita troca. Pela manhã, palestras com o Elias do Banco Palmas, o primeiro banco comunitário do Brasil, e a segunda com o Admire do Zimbábue (África) de um projeto chamado Kufunda. Ao invés de escrever a fundo sobre esses projetos vou sugerir que pesquisem um pouco nos respectivos sites, são dois exemplos ótimos de como é possível promover um desenvolvimento através da união de uma comunidade (http://www.bancopalmas.org.br e http://kufunda.org). O mais legal de tudo isso foi ver que dois exemplos de muito sucesso nada mais eram do que sonhos que vieram a se tornar realidade pois a comunidade acreditou. E é isso que fazemos no Guerreiros Sem Armas!

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Na parte da tarde tivemos uma apresentação de cada comunidade. Foi muito importante para mim, pois deu para ver o que os outros Guerreiros estão fazendo, como é a comunidade deles e como está sendo a vivência. As apresentações foram muito criativas, tivemos músicas, poesias, vídeos, depoimentos de pessoas da comunidade que lá estavam e afins. Ao término de todas as apresentações tivemos um momento de sonhos coletivos, nos misturamos pelas mesas para integrar todas as comunidades e começamos a conversar através de perguntas guiadas que nos faziam refletir sobre nossos sonhos pessoais e coletivos. Foi muito interessante ver que diversos sonhos de outras pessoas eu sou capaz de ajudar e que muitos dos meus sonhos eu também posso ser ajudado. Apenas utilizando os talentos e recursos que já temos.

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Após esses dias de trabalho na identificação dos sonhos, chegamos a algumas conclusões do que poderia ser considerado como um sonho da comunidade, e não de uma ou duas pessoas. Um sonho forte, realmente comum e que trouxesse benefícios a todos. A partir dessa identificação partiremos para a disciplina do cuidado, onde tudo será planejado e organizado para a concretização desses sonhos. Para que o leitor se situe ao longo dos próximos capítulos, deixaremos aqui os sonhos identificados para cada comunidade. Será que os Guerreiros de 2014 e as pessoas das comunidades conseguiram, juntos, realizar tais sonhos? Veja nos próximos capítulos!

Vila Progresso:

  • Espaço Cultural com um palco;
  • Parquinho para as crianças;
  • Horta comunitária

Caminho da União:

  • Centro cultural;
  • Kidilícia (buffet de comidinhas e decoraçao para festas);
  • Cooperativa de vassouras pet;
  • Horta comunitária.

Guapurá:

  • Feira Comunitária;
  • Campo de futebol

Prainha:

  • Centro Cultural;
  • Parquinho para as crianças;
  • Padaria comunitária

Este post faz parte do projeto “O Caminho do Guerreiro” que reúne as perspectivas de vários participantes do programa Guerreiros Sem Armas sobre a experiência. Confira os outros capítulos disponíveis aqui:

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Lições da Copa do Mundo (parte 2)

No último domingo aconteceu o momento máximo do futebol: a final da Copa do Mundo. A Alemanha depois de nos golear por 7 a 1 sagrou-se tetracampeã mundial e entra para a história como uma das melhores seleções das últimas décadas.

O último mês foi espetacular para o amante do esporte e muitas histórias e lições ficaram. No post Lições da Copa pt. 1 compartilhei os que para mim foram os principais aprendizados da primeira fase da Copa. Agora vamos aos principais aprendizados dessa fase final.

 

1- Planejamento da Alemanha

A Alemanha deu uma aula de planejamento ao longo da Copa e muito antes da Copa também. A verdade é que esse título alemão começou a ser construído mais de 10 anos atrás. O processo de renovação da seleção alemã passou por um projeto sério de desenvolvimento de novos talentos a partir das categorias de base, e não se limitando apenas a jogadores. O treinamento e formação de treinadores também foi um componente importante nesse processo.

Antes da Copa começar a equipe começou a investir em questão estrutural na Bahia, onde seria a sede do time em sua estadia no Brasil. Construíram um Centro de treinamento e asfaltaram as estradas que davam acesso a este para que não houvesse surpresas e acidentes durante a copa

Além disso ações de Marketing e Relações públicas foram extremamente importantes ao longo da campanha. O segundo uniforme em homenagem ao Flamengo, os jogadores cantando o hino do Bahia, a integração com os moradores do vilarejo local e a maciça participação dos jogadores através das redes sociais fizeram com que o grande algoz da Seleção brasileira se tornasse o time favorito dos torcedores brasileiros após a nossa eliminação.

Esse trabalho de planejamento e Marketing 360 graus foi essencial na campanha alemã e merece ser estudado e lembrado.

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2- As estratégias de van Gaal

O técnico holandês Louis van Gaal foi uma grande atração da Copa do Mundo. Nós podemos ver logo na estreia da seleção holandesa contra os atuais campeões do mundo que ele havia trazido uma proposta tática diferenciada para o time.

Entretanto o momento mais marcante como estrategista do técnico van Gaal foi durante as quartas-de-final contra a Costa Rica. O jogo empatado ia se encaminhando para uma disputa de pênaltis e ao invés de usar as substituições para colocar jogadores com gás renovado para a disputa o técnico guardou uma substituição para colocar em campo o terceiro goleiro em uma atitude inesperada e inusitada. O goleiro gigante Krul entrou para a disputa de pênaltis, agarrou 2 e saiu como o herói do jogo.

É digna de louvor a atitude arriscada do técnico, mas me parece muito acertada do ponto de vista objetivo. É difícil confiar apenas em critérios objetivos em situações de jogo como essa, mas certamente ele se baseou em estatísticas sérias que apontavam que essa escolha teria mais probabilidade de leve-los a vitória. Esse tipo de pensamento me lembra o Moneyball (Livro do Michael Lewis e filme estrelado por Brad Pitt) que mostra como algumas estatísticas não são levadas a sério na hora de valorizar ou desvalorizar jogadores visando a construção de um time.

3- Sucesso e fracasso do Brasil

O Brasil perdeu dentro do campo mas ganhou de goleada fora de dele. A organização do Mundial foi aclamada pela mídia nacional e internacional bem como pelos visitantes. A pesquisa da Datafolha mostrou que 83% dos visitantes aprovaram como boa ou ótima a organização da Copa. Conhecidos que viajaram pelo país durante esse período relataram que a estrutura aeroportuária funcionou quase que perfeitamente, sem atrasos ou tumultos.

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O que parecia um jargão nacionalista de “Vamos fazer a Copa das Copas” acabou se tornando uma verdade inquestionável. A combinação do espírito de festa do brasileiro com as maravilhosas cidades-sede e o excelente futebol apresentado dentro de campo (ao menos pelas demais seleções) transformou a Copa em um espetáculo realmente memorável e talvez definitivamente seja a melhor Copa que acompanhei. Fica aí um difícil desafio para a Rússia ou o Qatar tentarem superar.

Exatamente ao contrário de que todos previam, o sucesso fora de campo veio acompanhado de uma improvável catástrofe dentro de campo.O “apagão” de 6 minutos custou ao Brasil não apenas a tão sonhada vaga na final e oportunidade de disputar o hexa, mas se transformou na pior derrota da história da Seleção Brasileira.

No sentido de aprendizados a lição que fica é o Brasil se mostrou para o mundo como um país a ser respeitado, embora nós todos sabemos que os problemas de natureza estrutural continuarão a incomodar nós que os vivenciamos todos os dias. No futebol aprendemos da maneira mais cruel que o comando de natureza política da nossa seleção está envenenando o legado da camisa canarinho. Nós que amamos o esporte precisamos questionar e fiscalizar a CBF de perto. Mas não somente a CBF. O que me preocupa ainda mais é que em 2 anos teremos os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro e todos nós sabemos que o COB e as confederações esportivas que o compõem possuem estruturas administrativas e de poder semelhantes a da CBF. Vale a pena começar a questionar e traçar as perspectivas realistas de resultados do Brasil nas Olimpíadas antes de dos surpreendermos com novas tragédias.

Lições da Copa do Mundo (parte 1)

Uma das coisas mais incríveis dos grandes eventos esportivos é a quantidade de lições que ficam para nós aficionados pelo esporte. Além de estarmos presenciando a história se criando, nós vivemos uma séria de emoções: alegria, raiva, surpresa… Eu fico muitas vezes pensando. Se nós, do lado de cá da televisão sentimos tudo isso, como seriam as sensções de um jogador vivendo a Copa do Mundo?

 

Nosso foco aqui não é passar por todos os pontos memoráveis dessa primeira parte da Copa mas sim focar na parte mental e emocional do esporte. O que podemos aprender com os sucessos e fracassos nessa Copa?

1- Brasil vs Croácia

A primeira grande lição dessa Copa aconteceu logo nos primeiros momentos de bola rolando. Na estréia do Brasil contra a Croácia o maior país do futebol foi atingido por um golpe que ninguém jamais imaginaria. Aquele gol contra do lateral Marcelo anunciava uma tragédia eminente. No entanto o time encarou o fato com a frieza necessária e voltou a fazer o que sabe, e com isso conseguiu a vitória.

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Felipão na coletiva de imprensa falou que a reação da Seleção partiu das arquibancadas. A torcida ajudou o time a não “sentir” o impacto do gol contra e de sair atrás no placar. Ele inclusive comentou que depois daquele jogo ninguém mais poderia dizer que a São Paulo é uma cidade que não apoia a Seleção (não sei bem de onde vem isso mas parece que havia um histórico de não muito apoio à Seleção quando ela jogava na cidade de São Paulo).

O importante que quero mostrar aqui é que a capacidade de buscar é que a capacidade de buscar resultados adversos passa invariavelmente pela forma como você encara a situação no jogo. Tudo que se pode fazer em um jogo é buscar o próximo gol ou ponto, independente daquilo que já aconteceu. Conseguir se distanciar dos erros (e acertos) ou das possíveis consequências pós jogo(classificação, eliminação, medalha, título) é essencial para que você possa jogar o jogo no aqui e agora, fazendo aquilo que você sabe fazer, jogando o jogo que você gosta de jogar.

2- Luis Suárez

Não vou entrar no mérito e julgar o ato do jogador morder o adversário.

Acho que o importante para análise e o que esse episódio pode ensinar para a gente é como as atitudes individuais podem impactar o coletivo. Todos viram o impacto positivo que Suárez causou no time no segundo jogo contra a Inglaterra após ficar fora da estreia contra a Costa Rica. Não há como negar o grande craque que ele é. Entretanto a sua suspensão contra a Colômbia como consequência da mordida no italiano Chiellini provavelmente foi um fator preponderante na eliminação do Uruguai nas oitavas-de-final.

Sei que às vezes agimos de forma impulsiva e independentemente de você praticar um esporte coletivo isso pode te prejudicar. O importante é você ter um visão clara do seu propósito naquela competição. A meditação e concentração nesse assunto antes do jogo pode ajudar e muito.

3- USA

Os Estados Unidos encantaram o mundo nessa Copa do Mundo, não pelo futebol apresentado, mas pela garra. Muitas pessoas criticam os americanos pelo nacionalismo deles, principalmente no esporte. O fato é que a mentalidade e atitude das equipes esportivas é invejável. Eles sempre entram em campo acreditando internamente que são sim favoritos em qualquer disputa em que participam. Para nós, acabamos vendo isso como arrogância, mas para eles isso é o maior trunfo que eles podem ter.

Aquela história de que se você não acreditar em você ninguém mais vai é clichê mas vale a pena ser relembrada. Os americanos levam isso muito a sério e essa é a grande lição que ensinaram a nós nessa Copa.

Publicado originalmente em MasterMind Sports

Coach, palestrante e empreendedor